
5 de outubro de 2007
4 de outubro de 2007
Não posso negar...

Não posso negar o que vi, o que cheirei, o que senti, o que amei. Não posso negar que fui feliz, se fecho os olhos e sinto ainda todos os instantes felizes. Não, não posso negar que atravessei rios contigo, que te ensinei o nome das estrelas, que ouvimos juntos os pássaros e o vento nas árvores, que caminhei pelas ruas de mãos dadas contigo e que houve outros momentos que não foram tão felizes (…) mas havia uma luz ao fundo e essa luz indicava o caminho. Enquanto me lembrar estarei vivo e, vivendo, não deixarei morrer quem caminhou comigo, ao longo do caminho.
Às vezes...
Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma. Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida. Às vezes, é preciso abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar fora a chave. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então, esquecer.
3 de outubro de 2007
Sempre te amei...
Preciso de ti...

Preciso de ti. Por nenhuma razão em especial. Apenas por tudo, apenas por nada. Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias. Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes. Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço. Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos. Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço. Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua. Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora. E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio.
1 de outubro de 2007
Não quero que vás...

Porque me vais abandonar agora?Quando eu mais preciso de ti!Eu sei que é isso que tu queres mas eu não queria que fosses...Sinto-me triste pois vou deixar de ter as nossas conversas, brincadeiras, vou sentir falta de quando tu me tentas animar com as tuas palhaçadas...Vou ter muitas saudades tuas mas espero que consigas alcançar todos os teus objectivos...Nunca te esqueças de mim que eu nunca me vou esquecer de ti...
Presa no Silêncio...

Fico presa no silêncio
De uma noite fria,
admirando
A lua passear pelo céu
Pensando nos meus sonhos
Todos iguais,
Tenho medo.
As lágrimas caem do meu rosto,
O meu leito encharca-se do meu pranto.
Meus olhos tristes
Não vêem os teus
Não se passa nem um dia
Que eu não me lembre
Da tua doce voz me chamando…
Tua voz me acalenta,
Faz-me sentir viva
Deixa-me ver teu espírito
Deixa-me tocar tua alma
Com um toque singelo e suave.
Não precisas compadecer-te
Sou apenas alguém
Condenado a vagar sozinha.
Tua presença em meu coração
É o que me ajuda ainda a sobreviver…
E também pelo simples facto
Que mesmo na minha imaginação
Ouço a tua respiração,
Sinto o teu amor,
Esse que me ajuda a caminhar
Que me ensina a não deixar de lutar
O calor dos meus puros sentimentos
Ainda me mantém acordada,
Pois vou me alimentando dos sonhos
e dos desejos da minha alma.
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