4 de outubro de 2007

Não posso negar...




Não posso negar o que vi, o que cheirei, o que senti, o que amei. Não posso negar que fui feliz, se fecho os olhos e sinto ainda todos os instantes felizes. Não, não posso negar que atravessei rios contigo, que te ensinei o nome das estrelas, que ouvimos juntos os pássaros e o vento nas árvores, que caminhei pelas ruas de mãos dadas contigo e que houve outros momentos que não foram tão felizes (…) mas havia uma luz ao fundo e essa luz indicava o caminho. Enquanto me lembrar estarei vivo e, vivendo, não deixarei morrer quem caminhou comigo, ao longo do caminho.

Às vezes...


Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma. Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida. Às vezes, é preciso abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar fora a chave. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então, esquecer.

3 de outubro de 2007

Sempre te amei...


Sempre te amei sem saber porquê. Não preciso de porquês, é mesmo assim. Mas, mais do que porquês ou razões, adoro olhar para ti e perceber o quanto gostas de mim. Não preciso que mo digas para o saber, e não há segurança maior do que a certeza das coisas que são ditas sem palavras.

Preciso de ti...


Preciso de ti. Por nenhuma razão em especial. Apenas por tudo, apenas por nada. Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias. Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes. Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço. Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos. Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço. Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua. Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora. E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio.

1 de outubro de 2007

Não quero que vás...


Porque me vais abandonar agora?Quando eu mais preciso de ti!Eu sei que é isso que tu queres mas eu não queria que fosses...Sinto-me triste pois vou deixar de ter as nossas conversas, brincadeiras, vou sentir falta de quando tu me tentas animar com as tuas palhaçadas...Vou ter muitas saudades tuas mas espero que consigas alcançar todos os teus objectivos...Nunca te esqueças de mim que eu nunca me vou esquecer de ti...

Presa no Silêncio...


Fico presa no silêncio
De uma noite fria,
admirando
A lua passear pelo céu
Pensando nos meus sonhos
Todos iguais,
Tenho medo.
As lágrimas caem do meu rosto,
O meu leito encharca-se do meu pranto.
Meus olhos tristes
Não vêem os teus
Não se passa nem um dia
Que eu não me lembre
Da tua doce voz me chamando…
Tua voz me acalenta,
Faz-me sentir viva
Deixa-me ver teu espírito
Deixa-me tocar tua alma
Com um toque singelo e suave.
Não precisas compadecer-te
Sou apenas alguém
Condenado a vagar sozinha.
Tua presença em meu coração
É o que me ajuda ainda a sobreviver…
E também pelo simples facto
Que mesmo na minha imaginação
Ouço a tua respiração,
Sinto o teu amor,
Esse que me ajuda a caminhar
Que me ensina a não deixar de lutar
O calor dos meus puros sentimentos
Ainda me mantém acordada,
Pois vou me alimentando dos sonhos
e dos desejos da minha alma.

27 de setembro de 2007

Tristeza...


A tristeza é um sentimento que nos procura e ocupa muitas vezes.
Mas algumas vezes ficamos tristes sem saber porquê, sentimo-nos tristes e não conseguimos identificar a origem da tristeza.
Talvez seja um conjunto de pequenas coisas somadas, ou algo que nos tocou e não nos recordamos ...Hoje estou assim, estou triste, e não sei porquê.
Podemos ficar tristes por palavras ou atitudes de alguém, pela miséria doutra pessoa, por um desastre ou catástrofe, por infinitas razões ...
Sinto-me:

TRISTE

26 de setembro de 2007

Beijo...


Não posso deixar que te leve
O castigo da ausência,
Vou ficar a esperar
E vais ver-me lutar
Para que esse mar não nos vença.
Não posso pensar que esta noite
Adormeço sozinha,
Vou ficar a escrever,
E talvez vá vencer
O teu longo caminho.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Dá-me os teus braços,
Esconde-me em ti,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.

Não posso deixar de sentir-te
Na memória das mãos,
Vou ficar a despir-te,
E talvez ouça rir-te
Nas paredes, no chão
Não posso mentir que as lágrimas
São saudades do beijo,
Vou ficar mais despida
Que um corpo vencido,
Perdida em desejo.

Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.

Adoro-te..

Amizade...


Se a tristeza vier por qualquer motivo, faça o seguinte:
Assopre o pensamento triste,
deixe escorrer a última lágrima,
conte até vinte.
Abra então a janela,
aquela que dá para o vôo dos pardais,
procure a luz que pisca lá na frente
(evite as sombras que ficaram lá pra trás).
Ao encontrá-la,
coloque-a dentro do peito de tal jeito,
que possa ser notada do lado de fora;
acrescente agora uma pitada de poesia,
do tipo que passa por nós todos os dias
e nem sequer consegue ser notada;
aumente o brilho,
com toda intensidade de que um sorriso é capaz.
A felicidade é o seu limite,
e o paraíso é você mesmo quem faz.

25 de setembro de 2007

Fazes-me Bem...


Adoro quando me beijas...
Quando me tocas...
Quando ficamos agarrados um ao outro no nosso sitio.
Tudo desaparece e deixa de ter importância. Sinto-me protegida, feliz, amada...
Quando me envolves nos teus braços sinto que posso percorrer o mundo contigo, enfrentar todos os obstáculos, passar por todos os perigos e sei que nada me vai acontecer...
Fazes-me bem amor...
Fazes-me feliz....

Contudo..... também me fazes falta....

24 de setembro de 2007

23 de setembro de 2007

Pensa um pouco...


Às vez é preciso sacrificios
para as pessoas entender
as coisas e pensar melhor
na vida...

Pensa e reflecte um pouco...

22 de setembro de 2007

A Vida...


A vida às vezes é tão complicada…
Ou será que somos nós que a complicamos?
A vida, às vezes faz-nos sentir imensamente felizes… outras vezes, miseravelmente infelizes…
A vida ás vezes, dá-nos vontade de fugir, de enterrarmos a cabeça na areia… Outras vezes, de aproveitarmos ao máximo, de amarmos a vida o mais que podermos…
A vida às vezes não faz sentido…
Ou será que somos nós que não lho damos?
A vida ás vezes, faz-nos parecer que não entendemos o porquê disto ou daquilo... Outras vezes, faz-nos perceber que é simplesmente os destino e que se acontece é porque estava escrito que assim seria…
A vida às vezes é tão cruel…
Ou será que somos nós que a tornamos assim?
A vida às vezes, prega-nos a partida… è muito cruel, somos enganados, os nossos amigos (ou aqueles que pensamos ser) traem-nos sem motivo aparente, tudo é cruel, sofremos… Ou será que somos nós que não entendemos que é apenas a via a dar-nos uma lição, que muitas vezes não queremos aprender… Porque nesta vida é muito mais fácil fingir que não se sabe, que não se aprendeu, ou que a lição que nos foi dada não serviu de nada…
A vida às vezes, é tão complicada…
Outras vezes somos nós que complicamos…
Outras vezes, somos nós que somos complicados…
Outras vezes, arranjamos maneira de complicar tudo…
Porquê?
Porque não simplificamos as coisas?
Porque não é a vida mais simples?
Porque não somos nós mais simples?
Será porque a simplicidade não tem graça?
Será porque nunca nos lembramos das coisas simples?
Será porque a simplicidade não nos dá luta?
Será porque não esquecemos as coisas complicadas?
Será porque só recordamos aquilo que nos foi difícil?
A vida, às vezes é tão complicada…
Ou será que somos nós que a complicamos?

21 de setembro de 2007

Miss You...


"Se pensares que já não pertences a este Mundo,

pensa que podes percencer ao Mundo de alguem."

Adoro-te

Sem Porquês...


ADORO-TE… Simplesmente, sem explicações, sem pressas, sem porquês… tão inevitavelmente como a manhã adora o sol que a faz dia… ou como o ar adora o vento que o abraça e o conforta… adoro-te como o fogo ama o calor em que se forja… e como o mar adora a chuva que o completa…

Adoro-te como uma criança adora o arco-íris que a luz do sol desenha a 7 cores num céu de Outono ou de Inverno… como o som adora a música que o agrega, molda e propaga em acordes de harmonia…

Com a imponência das mais altas montanhas e a suavidade da mais delicada das flores… com a ousadia de um animal selvagem e a graciosidade de uma ave que cruza os céus livre de regras, sonhos e medos… com a vivacidade de um sol de verão e o romantismo de uma noite de luar…

Adoro-te com tudo o que sou… em todas as minhas facetas conhecidas… insondáveis… profundas… misteriosas… superficiais… com todas… todas elas são eu e todas sentem saudades tuas quando não estás… do teu sorriso, do teu olhar, do toque dos teus dedos na minha pele, do teu carinho…

Gosto de ti pelas tuas qualidades… adoro-te pelos teus defeitos, pelas tuas pequenas falhas… porque posso ouvir-te, consolar-te, apoiar-te ou contrapor-me a ti… porque estás sempre ali quando preciso de conforto ou simplesmente da tua presença ao meu lado… porque és tão dono de ti mesmo e no entanto tão meu… porque a cada dia que passa me deixas amar-te…

Adoro-te Muito...


Nada neste mundo é mais belo que o brilho do teu olhar quando sorris.
Adoro-te muito...

20 de setembro de 2007

Quero-te...


Posso sentir-te,
Posso trazer-te até aqui
Com o pensamento
Que tenho em ti.

Amo-te com a ternura
De uma inexperiente.
Confusa com os desejos
Querendo saber o sabor
Do teu beijo, que desejo
Por um momento sentir.

Sou livre nesse amor
Embora cheio de dor.
Que na distância floresce
Sonhar contigo aquece-me
No frio, sinto calor.

Chego a sentir, o teu perfume.
O teu cheiro de homem.
Quase perdido no tempo
Que me consome,
E na forma de vida
Que Deus nos oferece.

Tu aí, e eu aqui.
Qual o coração que mais padece?
Mas a nossa história não terá fim,
Pois para mim tudo acontece.
E se Tu apareceste
Um dia serás meu.

Enquanto isso vou vivendo
Caminhando no tempo
Que espero chegar.
E nesse momento
vou olhar-te, beijar-te
E nunca mais te deixar.

15 de setembro de 2007

Feridas...


As pessoas provocam feridas que nos marcam para sempre.Algumas dessas feridas apenas o tempo pode curar, outras nem o tempo as faz sarar.Devagar, ao longo do tempo retiro algumas das ligaduras que cobriam o motivo de algum sofrimento, feridas que estão à mostra.Muitas outras feridas nunca ninguem as verá e ficará sempre o seu vestigio. Podem não sangrar mas não se esquecem de por vezes fazer questão de nos lembrar que ali estão.

Quero...


Quero algo, quero nada,
Talvez calma.
Quero um sorriso,
Uma esperança, um passado
Perdido, escondido em ti.
Espero e desespero por algo,
Talvez nada.
Quero um sinal
Da tua alma ausente
Que longe me mantém incerta
E presente me desinquieta.
Conheci-te na bruma dos tempos
Perdidos nas memórias de verão,
Encontrados por detrás
Das grades da minha prisão.
Ilusão.
Foste uma ilusão?
Tento encontrar, sem achar,
Quero gritar, sem conseguir,
Ao vento norte
Que sopra forte e te afasta.
Em tempos conheci-te,
Desconhecido...

Sentimentos...


Tenho de libertar os meus sentimentos,
Exorcisar os meus pensamentos
Que permanecem dormentes,
Mudos, presos em mim.
Movem-se caóticos
Impulsionados pela loucura dos meus sentidos
Por vezes... reprimidos,
Calados.
Preciso encontrar-me,
Libertar-me dos meus prisioneiros,
Guerreiros que me corroem, que doem,
Que lutam pela luz do dia, dos teus olhos,
E pela exuberância dos meus gestos,
Para que em manifestos
Os exprimam, os falem e os digam.

30 de agosto de 2007

29 de agosto de 2007

Meu mar de lágrimas...


Solto as lágrimas nesta dor que me deixa a deriva num mar fustigado por tempestades de sentidos. Solta meu pranto, minha tristeza para que um dia, essa dor seja apenas uma saudade… Na pena que me envolve a alma, procuro um sentido para poder continuar caminhando com o coração machucado…

Não vou secar as lágrimas de chuva que caiem de um olhar que se prendeu no horizonte na espera de um por de sol mágico. Vou deixa-las correr, silenciosamente, até que sejam apenas memórias esquecidas no sótão do pensamento…

São essas as gotas salgadas que fazem meu mar mais sereno, mais tranquilo… São nelas que se afogam as magoas, as penas e todas as dores que a alma sente. E neste mar que se modifica conforme os sentidos, é que eu me deixo embalar pelas ondas do esquecimento…

Um dia, as lágrimas serão apenas chuva miudinha que um arco-íris irá pintar de mil cores… E no lugar da tristeza, apenas a saudade de um instante suspenso no infinito, fará o pensamento voltar no tempo. Então, a lágrima será sorriso por tudo aquilo que senti…

22 de agosto de 2007

Para Vocês...


Para amar...


Para amar não é preciso ter,
nem é preciso ser
E às vezes nem precisa querer...

Para amar basta apenas sentir,
sorrir
e amar...

Para amar não existe idade
Basta amar de verdade
E deixar-se amar...

Ame,
não fuja Lute,
O tempo não te espera
E você tem que amar!!!

19 de agosto de 2007

Não quero amar...


Apetece-me fugir
E acabar com este amor
Que invadiu meu coração.
Amor que me magoa,
Que me entristece...

Por vezes tenho vontade
De soltar uma lágrima,
De correr e nunca mais parar,
De gritar a todos que quero ser FELIZ!

Não quero perder as forças.
Não quero voltar a sofrer.
Não quero amar-te outra vez.
Quero simplesmente viver
Dia-a-dia sem destino marcado.

Amo-te, Amo-te muito
Meu coração palpita quando te ve,
Quando chegas perto de mim
Quanto sorris para mim...

Hoje só me apetece adormecer e
Nunca mais acordar...

18 de agosto de 2007

Adoro-te...


Medo de te Perder...


Quando a noite vem chegando
Sinto um frio correr meu peito,
Passo a tremer e o ar fica rarefeito.
Sinto o temor me dominando.

Tenho medo de ficar longe de ti,
Tenho medo de quando acordar
Descobrir que apenas sonhei contigo,
Que meus sonhos desfizeram-se no ar.

Eu não te quero como um sonho,
Como uma nuvem passageira;
Eu quero-te para a vida inteira.

Tenho medo de acordar sozinho
De não suportar a dor no coração
E sucumbir por causa dessa paixão.

Versos para a minha Morte...


Não vejo na vida qualquer beleza
Não vejo na vida qualquer encanto
Estou mergulhada nas profundezas da tristeza
A Morte acolheu-me no seu negro manto

Viver a vida foi um erro fatal
A vida abandonou-me à própria sorte
O desprezo, a solidão e uma tristeza infernal
Levaram-me então a viver a morte

Morte, entrego-te os meus sentimentos,
Minha tristeza e o meu corpo
E declaro nesse melancólico momento
Que anseio muito por estar morta

Morte, entoa a tua melancólica melodia
Sim Morte, quero ouvir o teu canto
Não quero mais ver a luz do dia
Não quero mais enxugar meu pranto

Se não consigo mais sorrir
E só vivo a lamentar
Morte, canta para eu dormir
E nunca mais acordar

17 de agosto de 2007

Momentos de tristeza e solidão...


A tristeza tem a sua hora para todos.
Perdidos na multidão,de repente. . .
Sentimo-nos sós
Tremendamente sós! Esmagados por uma dor, que por vezes
Nem nós mesmos compreendemos .
Reduzidos a nada. Com um peso forte no coração.
E sem brilho no olhar.
Sentimos a necessidade de uma mão amiga, aberta, estendida,
Que nos diga que não estamos sós.
Precisamos do olhar de ternura,
De alguém a quem queremos bem,
Alguém que nos dê esperança, coragem e confiança.
Alguém que nos dê paz interior, bem-estar e serenidade.
Sim...
Sentimos a falta de alguém,
Que nos aqueça o coração e partilhe connosco alguns pedaços da nossa vida,
Que nos transmita força para seguir em frente,
Este percurso por vezes tão complicado de percorrer.
Sim…
Precisamos de alguém,
Nem que seja por alguns momentos,
Para nos lembrar que não estamos sós...

Abraço...


De repente me deu vontade de um abraço
uma vontade de entrelaço, de proximidade...
de amizade, sei lá...
Talvez um aconchego que enfatize a vida
e amenize as dores...
Deu vontade de poder rever saudades
de um abraço.
Só sei que me deu vontade desse abraço...

16 de agosto de 2007

Esta noite...


Esta noite chego de mansinho, sem ruído, para não te acordar… Devagarinho, coloco uma pequena estrela em teu travesseiro e nela, meu coração. Por cima para que sua luz seja suave, um lenço… e nele, uma lágrima…

Esta noite venho deixar-te minhas asas… Atravessaram mil tempestades, bateram sem parar para me manter num céu que eu queria azul, mas hoje, estão cansadas e já não podem voar…

Esta noite deixo-te meu sonho… Nele, estarei sempre contigo. Basta fechares os olhos e deixar que eu te abrace. Não é um grande sonho mas é aquele em que podia sonhar-te…


Esta noite, preciso descansar dos caminhos que magoam meus pés descalços, preciso parar e deixar o tempo correr. Assim, devagarinho e sem ruído para não te acordar, beijo-te meigamente e de novo perco-me na noite sem ti…

15 de agosto de 2007

Tristeza...


Não sei de onde vem está tristeza que me prende a alma. Não sei explicar porque choram os olhos, as lágrimas que a chuva teimou em trazer. Porquê ficar presa em um sonho que se acaba mesmo antes de começar?

Quero naufragar no meu mar de sentidos, afogar as ilusões, desistir de navegar contra as marés que só me afastam para destinos inventados, longe de uma realidade que dói, que magoa, sempre que o pensamento voa…

Não quero mais lutar contra ventos contrários que gritam em meus ouvidos que nada tenho… desisto… Desisto das batalhas que o coração muitas vezes travou com a razão.
Desisto e sigo ao sabor da brisa, fingindo sorrisos, escondendo lágrimas nas águas de um oceano de sentidos…

Que se afogam os desejos, os sonhos e as vontades e que nesta dor que não pára, que renasce a única razão de aqui estar…quem de verdade sempre me amou!

Hoje, o mar é apenas o refúgio de uma dor. Já não há ondas que beijam a areia, nem gaivotas que cantam sonhos… Apenas sal de lágrimas caídas e ilusões perdidas…

Afinal sei de onde vem essa tristeza… vem de um amor que um dia inventei!

Preciso de alguém...


Quando não estás por perto
Não sobra ninguém para conversar sobre pequenas coisas,
como o tempo,
a natureza,
ou grandes coisas,
como o que está se passando pelo mundo.
Ando sozinha,
falando e pensando comigo mesmo,
e vendo a importância de
ter alguém para
compartilhar minha vida.
Sinto muitas saudades tuas...

11 de agosto de 2007

Negra solidão...



Negra é a noite
e a solidão ...
Negra tormenta
é a noite
e a solidão...
Negra escravidão...
Negras e sombrias
são as noites frias,
as esquivas e
lânguidas distâncias ...
A amargura
e a indecisão...
Negra é a dor,
a incerteza de tudo,
ou a certeza do nada.
Negra,
sombria
e fria
é a noite
e a solidão
na madruga vazia...

10 de agosto de 2007

Quero ser tua...


Quero ser tua...
Durante a noite escura,
Onde brilham as estrelas.
Quero que sejas meu...
Sentir-me segura,
Saber que posso vê-las!

Quando eu for tua,
Quero ter a certeza de ser amada,
Quero que saibas que te amarei sempre!
Quando tu fores meu,
Quero uma história encantada
Para ser ouvida eternamente!

Quando eu te tiver
Quero que saibas que és meu,
Quero que saibas que sou tua.
Quando me tiveres,
Quero que saibas que o sol nasceu
Quero que te sintas na lua!

Minha amiga solidão...


Estar sozinha é um estar comigo
Encontro-me novamente
Como se estivesse perdida
Em minha própria mente
A solidão pousou sobre mim
E ao meu lado está.
Fazendo-me companhia
E revirando tudo o que há.
Veio acompanhada do vento
Com sua amiga escuridão.
Milhões de vozes gritavam
Eram as almas de sua prisão.
Gritando, chorando...
Chamando-me para baixo
Ao lugar que eles estavam
Como se meu corpo os fizesse reviver...

9 de agosto de 2007

Sonhar...


Resta-me sonhar contigo
Deitada na areia da praia
A contemplar a beleza do mar
Sentir a paz que ele transmite
E ver o brilhozinho nos olhos
Por finalmente chegares á liberdade
Tal como o pássaro que é liberto do cativeiro
E eu ficava ali a ver
Maravilhada com a tua beleza
Estonteada com o teu perfume
Apaixonada pelo momento
Querendo ficar assim até ao fim dos tempos
Perpetuando assim o nosso amor
Continuando as juras
As carícias
E o fulgor
Tal como no inicio
E para sempre poder dizer
AMO-TE

8 de agosto de 2007

I Love You...



Amour diz-se em francês, Love diz-se em inglês.
Para eu dizer que te Amo digo mesmo em português.

Quero-te...


Quero-te ver, quero-te achar no meio da multidão.
Quero-te encontrar, e recuperar do abismo da solidão.
Quero-te tocar, sentir o teu toque no meu ombro.
Quero-te ouvir, e deliciar-me com a melodia da tua voz.
Quero-te beijar, e deste mar de sentimentos deixar sair o amor contido.
Quero-te sentir, e como uma criança me deleitar com o meu doce.

Enfim quero-te com toda a força do meu ser.

7 de agosto de 2007

Entre a Vida...


Entre a vida; o riso...
Entre o riso; o canto...
Entre o canto; o pranto...
Entre o pranto; apenas o encanto de sonhar você.
Entre você; o tempo...
Que te leva longe e fundo,
Onde ninguém pode chegar.
Entre o tempo; a fuga...
Que te consome a alma,
Que a ninguém se deixa amar.
Entre a fuga; a ilusão...
Que te confunde a mente,
E cega tua visão...
Que não te deixa enxergar.
Entre a ilusão;
tanto desencanto!
Que te fere o coração,
Que vai deixando de sentir.
Entre o desencanto; novamente a vida...
Que vai te roubando os dias,
Que vão-se indo ao desejo...
E entre a vida; tantas vidas!!
Profundamente vividas...
Tentando de todas as maneiras,
Te fazer existir...

6 de agosto de 2007

Penso em ti...


É à noite, quando as estrelas brilham, quando a lua preenche a Terra com toda a sua magia, que eu penso em ti... Talvez não devesse pensar...Talvez tudo isto é um erro...Todos estes sentimentos confusos que possuo dentro de mim. Não consigo mais viver com estas incertezas, estas dúvidas que me rodeiam e que não consigo apagar. Ao som daquela música especial, penso em como tudo seria melhor se eu não fosse tão confusa...se não fosse tão complicada. Mas eu sou assim, não posso deixar de o ser, mesmo que tente. Espero que tentes compreender que é esta a minha maneira de ser. Apesar de não te conseguir dar certezas, tu serás sempre especial para mim...Nunca te esqueças disto... E por favor, não te esqueças de mim...

Razões do amor...


Se amar fosse apenas olhar para o céu,
Não haveria razões para haver estrelas.
Se amar fosse apenas sorrir,
Não haveria motivos para que alguém sorrisse connosco.
Se amar fosse apenas caminhar,
Não haveria razões para a existência dos bosques encantados.
Se amar fosse apenas ver os pássaros,
Não haveria motivos para ouvir seus cantos.
Se amar fosse apenas olhar as nuvens,
Não haveria Razões para deixar nossa imaginação atravessá-las.
Se amar fosse apenas viver,
Não haveria motivos para se ter coração.
Se amar fosse apenas falar,
Não haveria razões para ouvir.
Se amar fosse apenas a beleza da rosa,
Não haveria motivos para se ter o espinho.
Se amar fosse apenas fazer,
Não haveria razões para ajudar.
Se amar fosse apenas dizer eu amo-te,
Não haveria motivos para se provar isso.
Se amar fosse viver sem ti,
Não haveria razão então de viver...

Amo-te, mais do que as razões do amor podem explicar.

5 de agosto de 2007

Lamento...


Tenho pena que me tenhas deixado entrar na tua vida, que me tenhas dado sorrisos e momentos inesquecíveis, e que tudo depois se tenha transformado em pó... em cinza!

Lamento o facto de te ter dito tantas vezes que era contigo que queria ficar quando no final nada se concretizou. Mas nada me doi tanto quanto a tua indiferença, o teu silêncio, a fraca oportunidade que não deste de partilharmos o que resta de nós.E fico aqui à espera, que um dia me voltes a olhar nos olhos, que voltes a partilhar comigo sentimentos, frustações e desejos. Porque respeito o teu espaço, e dei-te a liberdade que pediste, na troca da minha...

É um preço demasiado alto que estou a pagar, que arrisquei pagar, que quis pagar. E porquê?Não queria que terminasse assim, não era suposto ter um fim tão dramático, não era suposto ter fim.Mas que estaria eu à espera? Sou egoísta? Não tenho o direito de te pedir isto!Traí-me.... e não me perdoo pela traição, não consigo sequer dirigir-me a ti, sabendo onde te encontras, sabendo os lugares que frequentas, sabendo com quem estás, e que estás bem pelas tuas fotos, pelo teu sorriso...E isso era suposto bastar-me, mas não... doi-me, e tenho pena pela nossa dor, pela que sinto e pela que te fiz e faço sentir sempre que pensas em mim...Mas deixo-te...tal como te deixei partir porque me pediste...

Água e Alegria...


A minha alegria busca sempre a água,à noite o mar, o rio, a chuva que não me incomoda...
Desafio a tristeza e maus humores a seguirem-me pela areia,os rochedos escorregadios onde me baloiço e brinco com a gravidade,espreito as ondas de sombras sombrias quase assustadoras,não me intimidam...

Espreguiço-me no alto do rochedo sorrindo,enchendo os pulmões do "mel" do cheiro do mar...
E de dia prefiro as serras, os montes, os vales... perfeito carrocel;onde canto e assobio às pedras, árvores e passarada.
Divino gozo e alegria tenho eu brincando nas margens dos riachos,divino gozo e alegria é olhar os verdes que me rodeiam, enlaçar-me no silêncio onde o ruído da água são sinfonias de levitação...sou tão alta como as árvores mais altas que me saúdam.
E o vermelho, e o amarelo, os azuis e verdes do sol,desfazendo-se no leito da corrente translúcida da água,que mansamente corre... escorregando pelos meus olhos!

3 de agosto de 2007

Chamei-te mas tu não vieste...


Deixaste-me perdida no meio dos pinheiros, eucaliptos e silvas, e nunca na minha vida me senti tão só como agora, tão desamparada, tão sem ninguém.E tento desesperadamente dar um rumo à minha vida, lutar pelos meus objectivos, mas eles agora parecem-me tão longe, tão distantes da minha vontade. E luto, sempre lutei por aquilo que acreditava, por aquilo que queria, como se vencer os obstáculos fosse respirar, para mim...E lembro-me dos momentos em que me senti viva, me senti "eu", me senti parte de algo ou de alguém... e isso agora entristece-me.... e não consigo evitar, desculpa... não consigo não me sentir assim, não me sentir que o mundo desabou sobre mim, não me sentir só, não me sentir frágil...E olho-me ao espelho, pego na máquina digital e tiro uma foto...Sinto-me triste... por ainda sentir a tua mão na minha.

A solidão é...


Solidão é sentirmo-nos sós no meio de uma multidão, é envolvermo-nos no casulo da nossa alma e esperarmos pela metamorfose...
Solidão é tudo o que sentimos quando dentro de nós já não há esperança, é a amargura que sentimos quando tudo o que nos oferecem é ingratidão.
Solidão é o preço que temos que pagar por vivermos nesta sociedade tão cheia do nosso próprio egoísmo.
Porém, a solidão mostra-nos o original, o abstracto, o verdadeiro.
Descansa do mundo na solidão, mas não faças da solidão o teu mundo.

Sonho...


Quando os nossos sonhos se acabam fica um imenso vazio, uma vontade de parar e desistir de tudo.
Os segundos parecem horas, as horas parecem dia...fechamo-nos para tudo e para todos como se nada importasse.
Acreditamos na felicidade eterna, mas ela não passa de um pequeno momento que deixa saudade até ao dia em que um novo sonho surge...surge de mansinho tentando quebrar os cadeados que colocamos no nosso coração com medo de sofrer de novo.
E o sonho vai crescendo...surge então a vontade de recomeçar, a vontade de viver, a vontade de amar.
A vida é o sono do qual o amor é o sonho.
Nunca desistas de ser feliz!

Morte...

A morte é a coisa mais segura e firme que a vida nos dá.
A existência humana é como um rio...pequeno a princípio, estreitamente encerrado entre duas margens, arremetendo, com entusiasmo, primeiro os queixos e depois as cataratas. A pouco e pouco, o rio alarga-se, as suas margens afastam-se, a água corre mais calmamente e, por fim, sem nenhuma mudança brusca, desagua no oceano e perde sem sofrimento a sua existência individual.
Tal como um rio, começamos a morrer no dia em que nascemos. O fim é o desfecho do início.
Mas será necessário morrer um amigo nosso para despertar os nossos sentimentos? Será preciso morrer um ente querido para o amarmos?
Como admiramos os nossos mestres que já não falam com a boca cheia de terra...
Surge então a homenagem...a homenagem que eles talvez esperaram de nós durante toda a vida...
Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos. Assim, devemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.
Não é de morrer que devemos ter medo, mas sim de não vencer.

2 de agosto de 2007

A vida é complicada...


A vida às vezes é tão complicada…
Ou será que somos nós que a complicamos?
A vida, às vezes faz-nos sentir imensamente felizes… outras vezes, miseravelmente infelizes…
A vida ás vezes, dá-nos vontade de fugir, de enterrarmos a cabeça na areia… Outras vezes, de aproveitarmos ao máximo, de amarmos a vida o mais que podermos…
A vida às vezes não faz sentido…
Ou será que somos nós que não lho damos?
A vida ás vezes, faz-nos parecer que não entendemos o porquê disto ou daquilo... Outras vezes, faz-nos perceber que é simplesmente os destino e que se acontece é porque estava escrito que assim seria…
A vida às vezes é tão cruel…
Ou será que somos nós que a tornamos assim?
A vida às vezes, prega-nos a partida… è muito cruel, somos enganados, os nossos amigos (ou aqueles que pensamos ser) traem-nos sem motivo aparente, tudo é cruel, sofremos… Ou será que somos nós que não entendemos que é apenas a vida a dar-nos uma lição, que muitas vezes não queremos aprender… Porque nesta vida é muito mais fácil fingir que não se sabe, que não se aprendeu, ou que a lição que nos foi dada não serviu de nada…
A vida às vezes, é tão complicada…
Outras vezes somos nós que complicamos…
Outras vezes, somos nós que somos complicados…
Outras vezes, arranjamos maneira de complicar tudo…
Porquê?
Porque não simplificamos as coisas?
Porque não é a vida mais simples?
Porque não somos nós mais simples?
Será porque a simplicidade não tem graça?
Será porque nunca nos lembramos das coisas simples?
Será porque a simplicidade não nos dá luta?
Será porque não esquecemos as coisas complicadas?
Será porque só recordamos aquilo que nos foi difícil?
A vida, às vezes é tão complicada…
Ou será que somos nós que a complicamos?

Desilusão...


Quando o mundo parece desabar sobre mim e tudo aquilo que acreditava ser verdade não foi mais do que uma quimera vivida a uma só luz.

Quando nada mais faz sentido e me questiono se vale a pena insistir, persistir e continuar, lutando no vazio abstracto do desconhecimento quase absoluto de ti.

Quando deixo de acreditar nos gestos, nas palavras, no ser.

Quando nada mais há do que as lágrimas que havia jurado não voltar a derramar.

Eu sei que está em Inglês, mas diz aquilo que penso :)