A morte é a coisa mais segura e firme que a vida nos dá.
A existência humana é como um rio...pequeno a princípio, estreitamente encerrado entre duas margens, arremetendo, com entusiasmo, primeiro os queixos e depois as cataratas. A pouco e pouco, o rio alarga-se, as suas margens afastam-se, a água corre mais calmamente e, por fim, sem nenhuma mudança brusca, desagua no oceano e perde sem sofrimento a sua existência individual.
Tal como um rio, começamos a morrer no dia em que nascemos. O fim é o desfecho do início.
Mas será necessário morrer um amigo nosso para despertar os nossos sentimentos? Será preciso morrer um ente querido para o amarmos?
Como admiramos os nossos mestres que já não falam com a boca cheia de terra...
Surge então a homenagem...a homenagem que eles talvez esperaram de nós durante toda a vida...
Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos. Assim, devemos viver de tal modo que, quando morrermos, até o homem da agência funerária lamente a nossa morte.
Não é de morrer que devemos ter medo, mas sim de não vencer.
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